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28 août :$Tenho medo... que grande novidade, né?! és sempre tão pessimista, dirias... e sou mesmo... não para os outros, mas para mim, sou mesmo... não sei ser de outra forma, diria eu... e tu ficarias calado, preocupado talvez, e depois contar-me-ias um episódio da tua vida, com o qual cresceste, mesmo com alguma dor... e eu ficaria calada, a ouvir-te, e mesmo com o meu medo iria sorrir... sorriria ao perceber o porquê de te amar... sim, eu amo-te tanto... és uma pessoa maravilhosa, alguém de quem eu sinto tanto orgulho só por conhecer... mas assim que te calasses, a sombra do medo iria voltar... tenho medo... não saberia perder-te... e por isso mesmo não sei ter-te... estou habituada a estar sozinha... não gosto, é verdade... mas é tão mais fácil não arriscar... arriscar ter-te, significa arriscar perder-te... e eu não te quero perder... adoro-te tanto, fazes-me sentir tão bem... quando me tocas... quando fechas os olhos para me sentir... quando me beijas... quando me dizes tanta coisa bonita sobre mim, tanta coisa que eu nunca vi em mim... quando te calas e consigo ouvir a tua respiração... quando me abraças e posso sentir o teu coração bater... quando me olhas, como só tu... Tenho medo, muito mesmo... mas ando a perder o medo deste medo... tenho-o aprendido contigo... não sei se reparaste... desculpa ser tão insegura... talvez um dia mude... não sei... 20 août "e nem o erro é desperdício"E, numa noite mágica, uma estrela desceu à terra e tornou um sonho realidade. O brinquedo, outrora de madeira, ganhou vida.
O brinquedo pensou estar a sonhar. Não podia ser verdade...
E, na manhã seguinte, quando a criança chegou para brincar com ele, o brinquedo manteve-se imóvel e submisso.
Mas o brinquedo estava diferente e a criança já não lhe achava tanta graça. E, rapidamente, deixou o brinquedo largado no chão, e foi brincar para o jardim.
Sentindo-se sozinho, o brinquedo voltou a mexer-se.
Movia-se com grande dificuldade e, sentiu correr-lhe pela face uma lágrima.
Havia descoberto a dor...
Mas, estranhamente, um sorriso iluminava-lhe o rosto. Podia sentir. Era humano. Por inteiro.
Dirigiu-se ao hospital a custo.
Havia partido o braço esquerdo e tinha arranhões por todo o corpo. Alguns deles tão profundos que certamente deixariam marca.
Mas o brinquedo tinha "vivido" durante muito tempo junto dos humanos e havia aprendido que as marcas faziam parte da vida, do sentir...
Ao sair do hospital, olhou o seu braço engessado e as feridas que lhe decoravam o corpo. Sentia a dor, e sabia que, na altura certa, ela iria passar.
Uma alegria imensa preenchia-lhe corpo e alma. Agora tinha uma vida inteira para viver, e inúmeras sensações por explorar.
Seguiu em frente, sem destino...
14 août Insónias...Uma comédia em construção LOL...
«Ela: Mor... Olha pra mim... (Ele olha para ela numa de: o que é que se passa?) Ela: Olha pra mim... (E ele olha para ela de forma carinhosa) Ela: O que estás a pensar? (E quando ele vai para lhe responder a coisa mais fofa do mundo... Ela pega num caderninho e numa caneta.) Ela: É que eu preciso escrever!»
12 août ObrigadaCanção grata
Por tudo o que me deste:
- Inquietação, cuidado, (Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!) Noites de insónia,pelas ruas, como louca... - Obrigada, obrigada! Por aquela tão doce e tão breve ilusão. (Embora nunca mais, depois que a vi desfeita, Eu volte a ser quem fui), sem ironia: aceita A minha gratidão! Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste! - Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidada... Sem ironia, amor: - Obrigada, obrigada Por tudo o que me deste! de Florbela Espanca ou Carlos Queiroz
custou tanto ler isto para aquelas pessoas... a pedirem-me que sentisse o que estava a ler, por ser tão bonito o poema... resisti... até me fazerem uma pergunta que me fez baixar as defesas: já amaste alguém? murmurei um sim... pediram-me para que pensasse nessa pessoa enquanto lia o poema... olhei de novo para a folha de papel nas minhas mãos... palavras não são só palavras... olhei para cada verso e foi em ti que pensei... minha doce e breve ilusão... quando acabei de ler as lágrimas inundavam-me os olhos, mas respirei fundo e impedi que caissem... responderam-me: muito bem! e passaram à pessoa seguinte... e eu fiquei ali, com tudo o que restou do que em tempos senti / vivi... senti vontade de te dizer isto, mas sei que não seria capaz de o fazer pessoalmente sem que a minha voz falhasse, sem derramar lágrimas... pensei melhor... sim, fiquei mais forte, forte o suficiente para saber que não te posso ter por perto... podia pedir-te desculpas, mas não lamento... no entanto, olhei para tudo o que fui e tudo o que sou hoje, e sei, não mudava um vírgula... o bem e o mal que me fizeste mudaram-me... não seria a pessoa que sou hoje se não fosses tu... e por isso, muito obrigada doce ilusão, por tudo o que me deste... 9 août ...
da outra vez o brinquedo era de madeira
se partisses dava para arranjar
agora é de carne e osso
tenho medo que o partas
depois já não há arranjo
não há cola para... 2 août n vou roubar teu tempo, eu j roubei demais...Bom fds...
Confesso - Ana Carolina
Confesso acordei achando tudo indiferente Verdade acabei sentindo cada dia igual Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante Quem sabe o amor tenha chegado ao final Não vou dizer que tudo é banalidade Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais É mesmo exagero ou vaidade Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais Tanta coisa foi acumulando em nossa vida Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder Aos poucos fui ficando mesmo sem saída Perder o vazio é empobrecer Não vou querer ser o dono da verdade Também tenho saudade mas já são quatro e tal Talvez eu passe um tempo longe da cidade Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais Não vou querer ser o dono da verdade Também tenho saudade mas já são quatro e tal Talvez eu passe um tempo longe da cidade Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz Não vou roubar seu tempo eu já roubei demais |
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